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"O psicodrama nasceu no Dia das Mentiras, no 1º de Abril de 1921, entre a 7 e as 10 horas da noite " Psicodrama, JL Moreno, 1928. No principio foi o acto e Moreno renasceu seguramente nesse dia, ele que considerava que cada um deveria ter a possibilidade de renascer, ao menos uma vez na vida. Moreno foi um génio do acto e da criação.

O psicodrama moreniano é uma psicoterapia individual em grupo, representa historicamente a passagem do tratamento em contexto individual para o grupo, completando a palavra com os métodos da acção. Contemporâneo de Freud, contesta o que segundo ele, e face à psicanálise, constituiu a sua falha, a saber, a "rejeição da religião" e dos "grandes actores terapêuticos da vida religiosa" e a restrição aos limites do organismo/ individuo, com perda dos inputs enriquecedores próprios à estrutura do grupo.

O reconhecimento do momento, na durée Bergsoniana, conduziu à ideia de espontaneidade (novidade/frescura/diversidade)*, portadora do "carácter de não derivar, por lei, de algo antecedente". Desenvolveu a ideia de catarse (Aristotélica), psicanalítica e retomou o pensamento Aristotélico ("penso porque tenho mãos...") onde este o tinha deixado.

Na realidade, constitui uma metodologia de revisitação e de presentificação da vida interna dos pacientes, num quadro (setting) psico-terapêutico bem definido (como acontece nas psicoterapias estruturadas em geral), mas também numa matriz, entendida como o lugar onde se situam as acontecências (re)fundantes. É neste encontro ** com o outro, no exercício dos papeis propostos jogam-se várias intersecções (numa matriz e num tempo particular ***) numa história clínico-ideográfica determinada. Da fome de actos infantil e as suas decorrências ao longo de um devir constitutivo e nas diferentes matrizes (locus) de actuação, no sentido da refundação pessoal pela cumulação de sucessivos actos de compreensão (resolutivos) e no da limitação da omnipotência primitiva.

O modelo psicoterapêutico destina-se, grosso modo, ao conjunto das irresoluções /detenções no processo identitório, próprios aos modos de enfermar neuróticos em geral que no referencial teórico moreniano, procedem da fase mítica ou na ideológica da matriz familiar (ver Moreno).

Neste momento temos grupos à segunda, terça, quarta e quinta.
* luz, diria eu ** Martin Buber *** num "aqui e agora"
 
 
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